DIA INTERNACIONAL DA MULHER

No dia 08 de março comemora-se o dia internacional da mulher. A data, oficializada pela ONU na década de 70, representa a luta histórica das mulheres pela equidade de gênero. Na ciência e na academia esta busca também é necessária e sua importância é cada vez mais reconhecida.

 

Apenas pouco mais de 30% dos cientistas do mundo são mulheres, e as mulheres têm dificuldades para ascensão na carreira científica, o que torna esta progressão mais lenta em comparação com os homens, e leva muitas mulheres a abandonar a carreira científica, gerando um gap de gênero na ciência. Mas não é só do lado de cá da bancada que as mulheres são minoria. Frequentemente os estudos excluem as mulheres e fêmeas dos seus grupos, e generalizam os resultados encontrados em machos. Isso gera, muitas vezes, problemas de saúde e tratamentos inadequados ou ineficazes para a parcela feminina da população.

 

A SBFis reconhece o papel das mulheres nas ciências fisiológicas e a importância da diversidade nas equipes científicas, bem como do estudo da fisiologia da mulher. É neste sentido que, no ano passado, criamos a Comissão Mulheres na Fisiologia. A Comissão iniciou seus trabalhos recentemente, e neste ano já trabalhou em parceria com a diretoria da SBFis garantindo o início do processo de inclusão de mais mulheres fisiologistas nos comitês científicos do nosso congresso anual.

 

Também criamos o Prêmio Branca de Almeida Fialho. A fisiologista Branca de Almeida Fialho era irmã de Álvaro e Miguel Ozório de Almeida e com eles organizou o primeiro centro de fisiologia experimental do Brasil. Fisiologista e educadora brasileira, Branca participou da organização da Associação Brasileira de Educação, e foi presidente da Federação de Mulheres do Brasil, filiada à Federação Internacional de Mulheres. Publicou obras sobre fisiologia de rãs, serpentes, tatus e morcegos. Faleceu em janeiro de 1965. Este Prêmio, que visa estimular a produção científica em fêmeas ou mulheres na área de fisiologia, é um reconhecimento à primeira mulher-fisiologista do Brasil de que temos registro, e que não teve a mesma visibilidade dos irmãos.

 

Por fim, a programação científica do nosso evento contará com atividades propostas pela Comissão Mulheres na Fisiologia, na qual abordaremos o panorama da participação das mulheres na ciência, discutiremos sua participação não apenas como cientistas, mas também sua inclusão como sujeitas de pesquisa, a ascensão na carreira, e, por fim, abordaremos algumas iniciativas mais recentes para fomentar a participação das mulheres na ciência.

 

Realização

Patrocinador

Bronze

Apoio

Organização

©55º CONGRESSO ANUAL DA SBFIS - Direitos reservados - 2020